Como Conduzir uma Reunião Individual que Vale a Hora
A maioria das reuniões individuais são pontos de situação com duas pessoas. A solução não é um modelo melhor — é decidir para que serve a reunião.
Pergunte a um líder para que servem as suas reuniões individuais e costuma haver uma pausa. Pergunte a quem está do outro lado e a resposta é mais clara: é onde diz ao líder o que tem andado a fazer.
Isso é um ponto de situação. É também a forma mais comum de uma empresa desperdiçar uma hora de quinze em quinze dias por pessoa, e a razão por que as reuniões individuais são a primeira coisa a ser cancelada numa semana cheia. Ninguém protege uma reunião cujo valor não sabe nomear.
Decida para que serve
Uma reunião individual é o único espaço recorrente onde podem acontecer quatro coisas que não acontecem em mais lado nenhum: um obstáculo é removido, o feedback chega perto o suficiente do acontecimento para ser útil, alguém diz o que realmente pensa, e o desenvolvimento é mais do que uma referência de passagem.
O ponto de situação não está nessa lista, porque o ponto de situação lê-se. Se a reunião está a ser gasta com o que aconteceu, está a fazer um trabalho que um resumo escrito faz melhor e mais barato.
A agenda pertence à outra pessoa
É esta a mudança que faz a maior parte do trabalho, e é quase gratuita. Quem é gerido traz a agenda. O líder traz o que precisar de acrescentar e fica com o último terço do tempo.
Importa por uma razão que não é óbvia: quando a agenda é do líder, a reunião otimiza-se para o que o líder precisa de saber. Quando é da outra pessoa, a reunião faz emergir aquilo em que ela está encravada — que é precisamente o que o líder lá está para desbloquear, e aquilo de que, de outro modo, só saberá três semanas depois.
Quatro perguntas que sustentam quase tudo
Um modelo é menos útil do que um pequeno conjunto de perguntas a que um líder possa voltar quando a conversa encrava.
- O que é que está no seu caminho? O minuto mais valioso da reunião. Faça-a cedo, antes de a conversa se encher de atualizações.
- Sobre o que é que tem dúvidas? Diferente da primeira, e mais difícil de pedir. Faz emergir as decisões que alguém anda a evitar em silêncio.
- O que é que eu tenho feito mal? Desconfortável, e o caminho mais rápido para o que as pessoas não oferecem espontaneamente. Só funciona se a resposta nunca for penalizada.
- Em que é que quer ficar melhor? A pergunta de desenvolvimento. Uma vez por trimestre chega; nunca a fazer é o que torna as conversas de desenvolvimento num ritual anual.
Cadência, duração e as notas
| Decisão | Um valor por omissão exequível | Porquê |
|---|---|---|
| Frequência | Quinzenal para a maioria, semanal para quem entrou e para quem está em dificuldade | Semanal para toda a gente costuma ser insustentável, e cadências insustentáveis são canceladas em vez de encurtadas |
| Duração | 45 minutos, não 30 | Trinta minutos chegam para o ponto de situação e não chegam para mais nada, e é assim que as reuniões se tornam pontos de situação |
| Notas | Um documento corrido que ambos podem editar | Torna os compromissos anteriores visíveis no topo da conversa seguinte, que é de onde a responsabilização vem discretamente |
| Cancelar | Mudar de hora, nunca apagar | Uma reunião individual cancelada diz à pessoa que o tempo dela é do tipo flexível. Duas vezes é um padrão |
O que fazer quando escorrega sempre
O cancelamento repetido raramente é sobre tempo. Costuma ser uma de três coisas, e têm soluções diferentes.
- O líder tem pessoas a mais. Abaixo de cerca de seis, as reuniões individuais encaixam à volta do trabalho. Acima de nove ou dez competem com ele, e é o calendário que decide. Isso é um problema de estrutura, não de disciplina.
- A reunião não tem valor para proteger. Se foi um ponto de situação durante seis meses, cancelá-la é um ato racional. Mude a reunião antes de pedir o compromisso.
- Há algo por dizer. Um líder que anda a evitar uma conversa encontra razões de agenda indefinidamente. É o caso que vale a pena nomear diretamente, porque não se resolve sozinho.
Uma reunião individual cancelada duas vezes seguidas já comunicou alguma coisa. A questão é se o líder sabe o quê.
Porque é uma decisão de empresa e não pessoal
Deixadas ao critério individual, as reuniões individuais variam mais do que quase tudo o resto numa empresa. Duas pessoas com o mesmo trabalho em equipas vizinhas podem ter experiências completamente diferentes de ser geridas, e a diferença é invisível até uma delas se demitir.
É por isso que o formato pertence a um sistema de liderança comum à empresa e não ao critério de cado líder: não para uniformizar a conversa, mas para garantir que toda a gente está a ter uma.
Co-fundadora — Pessoas e Gestão
Ana Reis
Constrói as fundações de Pessoas de empresas em crescimento — e acompanha-as até funcionarem no dia a dia.
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