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Como Conduzir uma Reunião Individual que Vale a Hora

A maioria das reuniões individuais são pontos de situação com duas pessoas. A solução não é um modelo melhor — é decidir para que serve a reunião.

Ana Reis4 min de leitura

Pergunte a um líder para que servem as suas reuniões individuais e costuma haver uma pausa. Pergunte a quem está do outro lado e a resposta é mais clara: é onde diz ao líder o que tem andado a fazer.

Isso é um ponto de situação. É também a forma mais comum de uma empresa desperdiçar uma hora de quinze em quinze dias por pessoa, e a razão por que as reuniões individuais são a primeira coisa a ser cancelada numa semana cheia. Ninguém protege uma reunião cujo valor não sabe nomear.

Decida para que serve

Uma reunião individual é o único espaço recorrente onde podem acontecer quatro coisas que não acontecem em mais lado nenhum: um obstáculo é removido, o feedback chega perto o suficiente do acontecimento para ser útil, alguém diz o que realmente pensa, e o desenvolvimento é mais do que uma referência de passagem.

O ponto de situação não está nessa lista, porque o ponto de situação lê-se. Se a reunião está a ser gasta com o que aconteceu, está a fazer um trabalho que um resumo escrito faz melhor e mais barato.

A agenda pertence à outra pessoa

É esta a mudança que faz a maior parte do trabalho, e é quase gratuita. Quem é gerido traz a agenda. O líder traz o que precisar de acrescentar e fica com o último terço do tempo.

Importa por uma razão que não é óbvia: quando a agenda é do líder, a reunião otimiza-se para o que o líder precisa de saber. Quando é da outra pessoa, a reunião faz emergir aquilo em que ela está encravada — que é precisamente o que o líder lá está para desbloquear, e aquilo de que, de outro modo, só saberá três semanas depois.

Quatro perguntas que sustentam quase tudo

Um modelo é menos útil do que um pequeno conjunto de perguntas a que um líder possa voltar quando a conversa encrava.

  1. O que é que está no seu caminho? O minuto mais valioso da reunião. Faça-a cedo, antes de a conversa se encher de atualizações.
  2. Sobre o que é que tem dúvidas? Diferente da primeira, e mais difícil de pedir. Faz emergir as decisões que alguém anda a evitar em silêncio.
  3. O que é que eu tenho feito mal? Desconfortável, e o caminho mais rápido para o que as pessoas não oferecem espontaneamente. Só funciona se a resposta nunca for penalizada.
  4. Em que é que quer ficar melhor? A pergunta de desenvolvimento. Uma vez por trimestre chega; nunca a fazer é o que torna as conversas de desenvolvimento num ritual anual.

Cadência, duração e as notas

DecisãoUm valor por omissão exequívelPorquê
FrequênciaQuinzenal para a maioria, semanal para quem entrou e para quem está em dificuldadeSemanal para toda a gente costuma ser insustentável, e cadências insustentáveis são canceladas em vez de encurtadas
Duração45 minutos, não 30Trinta minutos chegam para o ponto de situação e não chegam para mais nada, e é assim que as reuniões se tornam pontos de situação
NotasUm documento corrido que ambos podem editarTorna os compromissos anteriores visíveis no topo da conversa seguinte, que é de onde a responsabilização vem discretamente
CancelarMudar de hora, nunca apagarUma reunião individual cancelada diz à pessoa que o tempo dela é do tipo flexível. Duas vezes é um padrão

O que fazer quando escorrega sempre

O cancelamento repetido raramente é sobre tempo. Costuma ser uma de três coisas, e têm soluções diferentes.

  • O líder tem pessoas a mais. Abaixo de cerca de seis, as reuniões individuais encaixam à volta do trabalho. Acima de nove ou dez competem com ele, e é o calendário que decide. Isso é um problema de estrutura, não de disciplina.
  • A reunião não tem valor para proteger. Se foi um ponto de situação durante seis meses, cancelá-la é um ato racional. Mude a reunião antes de pedir o compromisso.
  • Há algo por dizer. Um líder que anda a evitar uma conversa encontra razões de agenda indefinidamente. É o caso que vale a pena nomear diretamente, porque não se resolve sozinho.
Uma reunião individual cancelada duas vezes seguidas já comunicou alguma coisa. A questão é se o líder sabe o quê.

Porque é uma decisão de empresa e não pessoal

Deixadas ao critério individual, as reuniões individuais variam mais do que quase tudo o resto numa empresa. Duas pessoas com o mesmo trabalho em equipas vizinhas podem ter experiências completamente diferentes de ser geridas, e a diferença é invisível até uma delas se demitir.

É por isso que o formato pertence a um sistema de liderança comum à empresa e não ao critério de cado líder: não para uniformizar a conversa, mas para garantir que toda a gente está a ter uma.

Co-fundadora — Pessoas e Gestão

Ana Reis

Constrói as fundações de Pessoas de empresas em crescimento — e acompanha-as até funcionarem no dia a dia.

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